Festa do Cavalo de Colina

Festa do Cavalo de Colina
Revista Prefeitô Informa 1987

Dossiê Família Fabri

Em meados de 2009 conheci Márcia da Cunha Mesquita Migliani, residente em São Paulo,visitava a cidade de Colina com uma lúcida e simpática senhora em busca da foto da primeira casa de Colina (foto n.13 Museu Municipal de Colina) Me dizia Márcia que aquela senhora (sua tia) estava em busca de recordações e que além da foto que estava no painel da Secretaria Municipal de Educação a levaria para a escola José Venâncio , onde ela havia estudado, a simpática senhora era Dona Amélia Fabri, descendente dos primeiros moradores de Colina. Conversamos um pouco e ela revelou ter fotografias de família, inclusive de José Fabri e esposa, alguns meses depois via correio recebemos essas duas fotos abaixo que apoveito para postar aqui. Amélia Fabri faleceu em 27 de Maio de 2011 quando completaria 97 anos. Encontra-se ainda viva sua irmã caçula Nair Fabri atualmente com 80 anos.
Márcia é uma grande colaboradora e responsavel para que houvesse esta postagem. Além de relatos, documentos e fotos, Marcia vem nos ajudado a esclarecer alguns fatos sobre essa família e a história de nosso município.
Alem de Marcia Migliani os parceiros do Blog www.colinaspaulo.blogspot.com e colaboradores do Facebook Colina Sp contribuiram para esta postagem.

José Fabri e Julia Balsani
Doação: Márcia Migliani

Segundo o Livro Colina Capital Nacional do Cavalo de Syria Drubi, pag.45 José Fabri nasceu em Forli , na Itália e teria imigrado para o Brasil em 1850 e morado inicialmente na cidade de Barretos. Agora documentalmente podemos compravar que José Fabri imigrou para o Brasil em 22/03/1891 conforme passaporte enviado por Marcia Migliani, o mesmo documento descreve José Fabri tendo 41 anos, 1,71 de altura, cabelos, sobrancelhas e olhos castanhos, barba castanho-grisalha sendo ele Agricultor. Veio para o Brasil com esposa e filhos. Podemos calcular então baseado nesses dados que provavelmente ele teria nascido em 1850, ao invés de imigrado, no documento consta também o nome de seu pai: Luigi. 
Segundo Syria José Venãncio Dias teria encontrado José Fabri em Barretos por volta de 1900 e o convidou para morar em Colina. Ele aceitou a proposta e se mudou para Colina. Logo derrubou quatro alqueires de terra da mata virgem e plantou milho. Fez um acampamento onde recebia os tropeiros, boiadeiros e todos os transeuntes que por ali passaram.
Tudo que ganhava com seu trabalho guardava, pois tinha planos para o futuro. E com algumas economias José Fabri construiu uma casa em 1903, que se tornou a primeira residência a ser edificada em Colina. Ele também formou uma chácara, a qual denominou Palmeiras, situada nas esquinas da Rua 13 de Maio com a antiga Avenida Collina, onde hoje esta situada a Av. Dr. Manoel Palomino Fernandes.
A chácara possuia diversas frutas com predominância para as jabuticabas.
José Fabri era casado com Júlia Balsani e segundo o livro Colina Capital Nacional do Cavalo teve quatro filhos: Mateus, Alexandra, Luiza e Malvina que teve seu passamento em Franco da Rocha, onde fazia tratamento. Em seu passaporte podemos compravar que seus filhos eram: Vicenzo (Vicente), Amedeo, Alessandra e Malvina. Com excessão de Malvina nao temos documentos que comprovem a existência de Mateus, Alexandra e Luiza como sendo filhos de José Fabri como relata Syria Drubi.
Ainda segundo Syria, José Fabri faleceu no dia 21 de maio de 1938 aos oitenta e oito anos de idade sendo sepultado em Colina, deixando quatro filhos e nove netos.


Documentos Passaporte emitido em 22/03/1891 autorizando Giuseppe Fabbri 41 anos, agricultor e sua esposa Giulia 37 anos juntamente com os filhos: Vicenzo 10anos; Amedeo 08 anos; Alessandra 06 anos; Elisa 04 anos e a caçula Malvina de apenas 02 anos a viajarem para o Brasil.
Passaportes Giuseppe Fabri
Doação: Márcia Migliani

"Todos conhecem o  meu bisavô por Jose Fabri, mas o nome dele no passaporte esta como 
Giuseppe que é um nome italiano, é mau de brasileiro adaptar tudo a maneira preguiçosa de falar da nossa língua. Até breve."  por Marcia Migliani

Família Fabri
Acervo Dante Guarnieri Filho
Colhida por Renata Paro
13 - Primeira casa de Colina pertenceu ao imigrante italiano José Fabri (1905) localizava-se na Av. Manoel Palomino Fernandes com a Rua 13 de Maio, onde tambem estabeleceu uma pousada de tropeiros e madereiros
(Foto: Acervo Museu Municipal Colina )

Chácara Palmeiras
Chácara Palmeiras
Ampliação da foto acima: reparem nas semlhanças da residência entre a foto do acervo do Museu Municipal de Colina de Registro nº13

Mais uma lacuna de nossa história preenchida. Esta foto estava sem identificação e os amigos do blog http://www.colinaspaulo.blogspot.com/ identificaram no dia 26/07/2011 a foto sendo como a 1ª Residência de Colina do Sr. José Fabri. comparando-se a foto com outra ja identificada acima tudo leva a crer que estamos de fato com mais um registro dos primeiros moradores de Colina. Através do Facebook Colina-SP muitas fotos sobre o nosso munícipio vem sendo identificadas e novos colaboradores surgindo.

Os amigos do blog colinaspaulo enviaram:
" Ao lado havia uma chácara que chamávamos Malvina (Uma das filhas de Fabri), que também tinha muitas arvóres frutiferas e fazia as delicias da molecada. Tinha uma casa em ruinas que diziam ser mal assombrada. Como a Malvina morreu "louca", isso deve ter servido ao folclore local para as invencionices típicas de um interior onde não havia televisão e os "causos" eram contados à larga".

Sobre a Senhora Malvina Márcia Migliani nos enviou por e-mail :

"Oi , eu estava lendo o blog e achei uma historia que a minha tia Malvina morreu louca , na verdade a minha mãe conta que a prefeitura ia passar uma rua dentro da chacará  Malvina, que pertencia a minha tia Malvina  e que ela não concordava com isso, vc sabe as pessoas de antigamente tinham muito amor no local onde viviam tranquilas,  e de uma hora pra outra se vê quase  expulsa do lugar onde vivia e amava, minha mãe contou que ela tinha muitos animais e frutas na chácara e que o lugar era muito bonito. Por este motivo quando os homens da prefeitura  começaram a trabalhar no local,  ela tentava impedi-los, e isso causou alguns problemas, se fosse nos dias de hoje talvez as coisas fossem resolvidas de outra forma.  A chácara dos Fabri se chamava chácara Palmeiras, minha mãe conta que lá tinha tanta variedade de árvores frutíferas que era chamada de o paraíso das frutas, meu avô o Vicente Fabri filho do Jose Fabri ,gostava muito de plantar rosas também, e que quando chovia ele ficava todo feliz na janela assoviando vendo a chuva molhar a plantação. O assoalho da casa era todo de tabuas, que elas lavavam com sabão de cinzas e ficava tudo muito branquinho, quase na porta da casa tinha um córrego que as crianças da casa adoravam levantar pela manhã e lavar o rosto com a água fresquinha, no fundo da chácara também tinha um córrego onde as crianças iam nadar e pescar".

Consta no livro Colina Capital Nacional do Cavalo de Syria Drubi (pg 45) que Malvina  Fabri morreu no Hospital Franco da Rocha, onde fazia tratamento, dai surgiram os boatos de que ela estaria "louca".
. A rua de fato passou por dentro, ou melhor, beirando a chácara:  atualmente é a Rua Antonio Guarnieri.

Resumindo e concluindo, não se trata exatamente da primeira casa, mas sim do local onde foi erguida a primeira casa e da primeira chácara de Colina. Esta poderia ser chamada de primeira casa de alvenaria construida em Colina, no mesmo lugar do rancho dos Fabri, este sim, a primeira habitação de Colina.

Nestor de Oliveira Filho fala sobre uma chacara na Av. Rui Barbosa, logo acima da linha, mas nunca ouvimos nada a respeito. Mas, toda história oral tem sempre algum fundo de verdade. Precisaria ser apurado. o problema é que não deve ter ninguem vivo para contar e os registros de propriedade estão no Cartório de Barretos."


Certidão de Casamento datado em 15/04/1912 de Vicente Fabri, filho de José Fabri, 30 anos  nascido em Fali Reino da Itália com Maria Francisca Monteiro, 18 anos, nascida em Pesqueiro - Portugal. 
Doação Márcia Migliani

Na foto: Vicente Fabri, esposa Maria Francisca Monteiro e filhos por ordem de tamanho: Amélia Fabri, Jandira Fabri e Irene Fabri. O casal teve posterior a esta foto mais duas filhas: Helena e Nair.
Doação: Márcia Migliani


Certidão de Óbto de Vicente Fabri.
Consta no documento que Vicente Fabri morreu de Cancêr no Etomago atestado pelo Dr. Alcides Corrêa Arruda  no dia 24/10/1934  as 09:30h aos 58 anos de idade sendo sepultado em Colina, deixando a esposa Maria Francisco Monteiro e as filhas: Amélia com 20 anos; Jandira com 18; Irene com 11; Helena com 10 e Nair com 4 anos). Todos residiam na Rua 13 de Maio s/nº em Colina
Doação: Márcia Migliani  

Amélia Fabri e pessoas ainda s/identificação- Chácara Palmeiras
Doação: Márcia Migliani
(Acervo Museu Municipal de Colina)
Diploma de 4º Ano primário concedido à Nair Fabri, 13 anos filha de Vicente Fabri  da Escola José Venâncio Dias assinado pelo Diretor Felippe Ricci de Camargo ano de 1944. detalhe no verso para a média de 85 e a  Professora Aracinda Rodrigues. Nair Fabri é a caçula e Nasceu em 03/09/1931 reside em São Paulo e possui atualmente 80 anos.
Doação: Márcia Migliani 



 Amélia Fabri vivia em São Paulo e faleceu em 27 de Maio de 2011 quando completaria 97 anos
Documentos de Amélia Fabri Neta de José Fabri filha de Vicente Fabri
Doação: Márcia Migliani

7 comentários:

  1. Vagner, a postagem ficou ótima. Fiel à história da Família Fabri, os primeiros moradores de Colina. Recontando com detalhes a história da nossa cidade...

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  2. meu sobre nome também e Fabri, angela fabri,mas a historia e diferente desta.minha mãe ainda criança chegou no brasil na época de guerra na Itália.mas de navio .seu pai era vitorio fabri.

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  3. meu sobre nome também e Fabri, angela fabri,mas a historia e diferente desta.minha mãe ainda criança chegou no brasil na época de guerra na Itália.mas de navio .seu pai era vitorio fabri.

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  4. meu sobrenome também é fabri, a unica história que conheço recentemente é do meu avô paterno, que coincidentemente se chamava josé fabri, mas não é este citado na história pois meu avô nasceu em 1924, meu avô teria vindo ao Brasil quando criança, e meus bisavós nasceram na França, e não na tália

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  5. Olá, sou Rebeca Fabri. Meu avô paterno era tbm José Fabri, minha mãe disse que ele sempre ia passear em Barretos na casa de "parentes". Meu bisavô era Noé Fabri, chegou ao Brasil em 25/06/1891 segundo registros sozinho, gostaria de algum contato para saber se tenho algum parentesco, já que não sei quase nada sobre minha família. Desde já agradeço.

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